Você quer saber o que é o mais importante para decidir o seu próximo passo de carreira?


Provavelmente você gosta do seu trabalho, da sua posição e das suas responsabilidades. Mas alguns de nós sempre procuram algum tipo de mudança. Seja alguma responsabilidade nova, deixar de fazer aquela tarefa que faz parte do seu dia a dia, mas você não gosta tanto.


Mas quando alguém faz a pergunta: “O que você quer fazer?” – muitos de nós não sabemos ou não podemos dar uma resposta boa. Pedimos mais dinheiro, mais férias. Ou, dependendo do momento quando nos perguntam, falamos que não queremos preparar reportes ou que não queremos fazer aquela viagem para aquele lugar.


Chegou a hora de receber uma promoção, ou o headhunter ligou e ofereceu uma posição aparentemente melhor em outro lugar, em outra empresa – sabemos julgar se isso é uma oportunidade boa ou melhor não ir em frente com aquilo.


Eu vou te explicar nesse blog como lidar com um momento como essa. De fato, esse tipo de situação é mais frequente do que acreditamos.

Há uns vinte anos, um colega meu, aliás uma pessoa de bastante sucesso, meu deu uma dica bem valiosa:


É igual de importante saber o que você quer que saber o que você não quer.

É ele falou mais; você tem saber como se posicionar!


Isso parece bem lógico, mas não sempre é tão simples. Todos nós sabemos o que queremos, mas quando a promoção ou a nova oportunidade no mercado se apresenta, ela não acostuma ser um match ao 100% com o que planejamos ou desejamos.


A oportunidade vem como um prato com comida deliciosa, para se chupar os dedos, mas provavelmente foi cozinhado com alguns ingredientes que depois não toleramos bem.


Pode ser por exemplo, que a vaga ofertada apresenta um aumento de salário do jeito como você quis, como você acredita que merece, mas falta o plano de saúde que você já tem hoje. Pode ser que a oferta está perfeita, mas localizada em outra cidade e a empresa não tem uma boa reputação na mídia. Pode ser também que o potencial novo chefe espera que você ponha mais horas – o que já deixa o salário mais alto parecer menos atrativo.


Ou se imagina que você foi entrevistada por um headhunter para uma vaga confidencial. Tudo parecia perfeitamente bem, salário, benefícios, aquele time que você quis liderar etc. Mas quando você se dá conta de qual empresa se trata, você não se identifica com os produtos que ela produz...


Como tomar uma decisão?


Conhecendo a sua posição ajuda na hora de ter que tomar uma decisão. E é um trabalho que melhor se faz com antecedência, para estar preparado e poder responder numa negociação com o chefe, Recursos humanos ou com as pessoas da outra empresa que te querem contratar.


Como defino a minha posição?

O próprio posicionamento se pode desenvolver através do seguinte exercício;

Desenha num papel ou numa louça duas colunas. Uma se titula com "Eu quero" e a outra com "Eu não quero". Agora se escreve na primeira coluna o que você quer do seu emprego e da sua vida. Seja concreto! É certo, tem que escrever o da sua vida também, porque o emprego precisa caber na sua vida e vice-versa. Isso não quer dizer que vai discutir a sua vida com o empregador, mas para você deve ficar claro.


Pense sobre o seu salário e os benefícios, seguro médico, transporte, carro etc. Anote o modelo do carro que você vai querer ter, o salário com valor, o seu título de trabalho e a nota final do MBA que você está cursando. Descreva a casa que você vai comprar, a escola aonde os seus filhos irão e o país e a cidade onde você quer estar morando.


Pense também na infraestrutura e localização da empresa. Você vai precisar de guardaria para os seus filhos (kids e pets), lojinha de conveniência, oferta de bebidas saudáveis sem custo e plano de desenvolvimento profissional. Importante também é a imagem que a empresa tem na opinião pública e como um período com essa empresa irá impactar a sua empregabilidade para a próxima passo da carreira


No outro lado do papel - já sabe, né? O que você não quer - aqui também, seja específico. Coloque as eventuais caraterística do seu futuro trabalho, que você vai querer evitar. Pense em rotina, localização, hierarquia, rotatividade do pessoal, viagens, home-office etc.

Aconselho tomar-se o tempo necessário, não querer finalizar essa lista no primeiro dia, revisitar periodicamente. Eventualmente consultar com uma pessoa de confiança que possa ajudar a não esquecer nenhum aspecto importante para você.

Depois desse trabalho você provavelmente será recompensado com uma lista bastante rica de informações nos dois lados. Não esteja preocupado se um lado é mais cumprido que o outro – é normal.

Agora basta definir os 3 fatores que são imprescindíveis do lado “quero” e os 3 empecilhos mais impactantes do lado não quero. Com isso você sabe de imediato, se uma oportunidade de emprego ou uma promoção deverão ser considerados. E você está sempre muito bem-preparado para ter uma conversa com RH ou o seu chefe sobre “o que você gostaria mudar no seu emprego atual?”



Gostaria conversar em detalho sobre o seu posicionamento, precisa uma ajuda na definição do que você quer ou não quer – entre em contato através do chat para combinar um horário para conversarmos sem compromisso algum.




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